Se há coisa que gosto de relembrar ano após ano é da manhã do dia 25 de Dezembro. Adoro. Traz-me tão boas recordações. Tenho um irmão, portanto sempre vivemos a manhã do dia 25 com muita intensidade, mas desejando que os minutos não passassem rápido demais para que pudéssemos absorver todos os momentos. No noite do dia 24, jantávamos com a família mais próxima (nada de especial, nunca houve grandes ceias), depois era altura de ir ver televisão ou reflectir sobre o nosso comportamento, mas cedo nos tínhamos que deitar (até por vontade própria, às vezes). Desejávamos que a noite passasse rápido e se nos deixássemos dormir rápido, melhor ainda. Aguardávamos ansiosamente pela manhã seguinte. Sim, porque segundo o que sempre nos contaram, o Pai Natal vinha de noite trazer os presentes, descia pela chaminé e deixava o que tinha para nós.
A manhã de 25 de Dezembro era sempre uma excitação. Era acordado entre irmãos que quem acordasse primeiro, acordava o outro, para irmos abrir as prendas juntos. Sempre foi fantástico. Cada vez era um a abrir prendas, ora ele, ora eu. Investigávamos a prenda a fundo, pedíamos ajuda um ao outro e só depois da prenda ser colocada de lado, é que passávamos à abertura da próxima.
Hoje sinto a falta de partilhar com ele este momento. Mas sei que foi uma infância feliz.
Quem abre também os presentes na manhã do dia 25 de Dezembro? Sei que há poucas pessoas que o fazem porque toda a gente deseja abri-los logo na noite de 24, alguns até mesmo antes da meia noite, mas sei que se um dia tiver filhos, vou passar-lhes a mesma história que me contaram. Esta manhã sempre foi mágica e apesar da idade, gosto que continue assim, se não for para mim, que seja para os meus!