terça-feira, 14 de janeiro de 2014

As Minhas Leituras| O Anjo Branco

O Anjo Branco de José Rodrigues dos Santos
Edição Gradiva

Sinopse:
A vida de José Branco mudou no dia em que entrou naquela aldeia perdida no coração de África e se deparou com o terrível segredo. O médico tinha ido viver na década de 1960 para Moçambique, onde, confrontado com inúmeros problemas sanitários, teve uma ideia revolucionária: criar o Serviço Médico Aéreo.

No seu pequeno avião, José cruza diariamente um vasto território para levar ajuda aos recantos mais longínquos da província. O seu trabalho depressa atrai as atenções e o médico que chega do céu vestido de branco transforma-se numa lenda no mato.

Chamam-lhe o Anjo Branco.

Mas a guerra colonial rebenta e um dia, no decurso de mais uma missão sanitária, José cruza-se com aquele que se vai tornar o mais aterrador segredo de Portugal no Ultramar.

Inspirado em factos reais e desfilando uma galeria de personagens digna de uma grande produção, O Anjo Branco afirma-se como o mais pujante romance jamais publicado sobre a Guerra Colonial - e, acima de tudo, sobre os últimos anos da presença portuguesa em África.


Comentário:

Gostei imenso deste livro. Além de ser um livro escrito em Português de Portugal, sem traduções, é um livro de um grande escritor. Pois é, José Rodrigues dos Santos consegue prender-nos ao papel por horas a fio.
O livro começa por descrever o nascimento do quarto filho da família Branco. A descrição de José fica na nossa imaginação desde logo, e ainda hoje é o dia que me lembro do Anjo Branco. José, este último filho da familia nasceu franzino, mas logo atraiu as atenções devido ao tamanho do seu órgão genital que despertou curiosidade das vizinhas que ofereciam sempre ajuda a D. Amélia para cuidar do pequeno.

José apaixonou-se pela primeira vez aos 9 anos, por Mimicas. E é em torno deste romance que desenrola grande parte da história. Por outro lado, existe o relato do massacre deWiriyamu, dando-nos assim a conhecer a guerra do Ultramar, para muitos desconhecida.

O engraçado de tudo isto é que a história passa-se em Portugal e Moçambique. O que nos faz reviver tempos da nossa história. Relatam os velhos tempos em Lisboa e isso faz-nos passar, devido à imaginação, pelas ruas da nossa Capital. 

O livro é baseado em factos verídicos, relata o emocionante trabalho humanitário à mistura com uma guerra que marcou de forma cruel muitos dos que a viveram.




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